quinta-feira, 24 de março de 2011

Fique por dentro: Probióticos adicionados em néctar de frutas




Uma nova maneira de agregar valor funcional: adição de culturas probióticas em néctar de diversos tipos de frutas como acerola, manga, maracujá, uva e goiaba.
Essas bactérias probióticas são microrganismos vivos que, quando consumidos, exercem efeitos benéficos sobre o corpo, sendo capazes de auxiliar o funcionamento da nossa digestão.
A agregação de valor funcional está ligada à crescente procura por alimentos que além do valor biológico natural exercem também o benefício de prevenir problemas de saúde, esses conhecidos mundialmente como alimentos funcionais!
A pesquisa avaliou a adição dessas culturas em diversos tipos de frutas e tentaram buscar os sabores que mais se adequavam às propriedades dos probióticos ao longo do tempo, tornando interessante para a indústria alimentícia adição em sucos industrializados.
Pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).
Confira! 

Cartilha de Boas Práticas de Fabricação em Alimentos


Segue o Link !  : )

Um pouco sobre... Aditivos Alimentares.


Você certamente já ouviu falar e muito em Aditivos Alimentares, não é?!
Esse tema ainda causa muita polêmica, vamos tentar esclarecer alguns pontos à respeito!!
Bom, a utilização de aditivos vem da necessidade de se conservar o alimento por um tempo maior,  prolongar a qualidade e as características organolépticas (sensoriais), o que já se fazia a tempos atrás através de métodos como a defumação, fermentação... O que mudou é que a cada dia a indústria se supera e cria novas substâncias que adicionadas ao alimento podem conservar,  melhorar  seus produtos e até torna-lo mais nutritivo. (Confuso?, vamos entender isso melhor?!)
O conceito de aditivos varia muito de um país para o outro assim como a legislação dos mesmos, o que pode causar conflitos na exportação dos alimentos. Para tanto, em 1962 a FAO/OMS determinaram a criação da "CODEX ALIMENTARIUS COMISSION",  Comissão do Código Alimentar, para desenvolver padrões para os alimentos.
A FAO define aditivo de alimento como "uma substância não nutritiva adicionada intencionalmente ao alimento, geralmente em quantidades pequenas para melhorar a aparência, sabor, textura e propriedades de armazenamento ".
Entretanto, certas substâncias adicionadas aos alimentos, como vitaminas e sais minerais (que possuem valor nutricional), não são consideradas aditivos apesar de serem adicionadas ao alimento também como forma de conservação, é o que chamamos "aditivos naturais"!
O uso de aditivos pode ser justificado desde que sirva a um dos seguintes propósitos:
  • Aumentar a conservação ou estabilidade, com resultante redução nas perdas de alimentos;
  • Tornar o alimento mais atrativo ao consumidor, porém sem levá-lo ao engano;
  • Fornecer condições essenciais ao processamento do alimento;
  • Aumentar o valor nutritivo.

Já nas seguintes situações não se aplica o uso de aditivos:
  • Quando houver evidência ou suspeita de toxidade real ou potencial do aditivo;
  • Quando servir para encobrir falhas no processamento e nas técnicas de manipulação do alimento;
  • Quando interferir sensível e desfavoravelmente no valor nutritivo do alimento;
  • Quando encobrir alteração da matéria-prima do produto já elaborado;
  • Quando induzir o consumidor a erro, engano ou confusão;
  • Quando não satisfazer a legislação de aditivos em alimentos.

Legislação

No Brasil, os aditivos são regulamentados pelo Decreto n° 55.871, de 26 de março de 1965 e por resoluções da CNNPA- Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos.  Para fiscalização temos o Ministério da Agricultura como responsável pela inspeção e fiscalização de bebidas e também a Anvisa (veja as legislações aqui).
De acordo com a legislação brasileira segue as seguintes classes de aditivos:

CORANTE                      
ACIDULANTE                        
AROMATIZANTE                                   
CONSERVADOR                                 
ANTIOXIDANTE                                   
ESTABILIZANTE                                     
ESPUMÍFERO E ANTIESPUMÍFERO
ESPESSANTE
EDULCORANTE
UMECTANTE E ANTIUMECTANTE

Obviamente é exigido  que o alimento que contém aditivos deve trazer na rotulagem a indicação dos aditivos utilizados, explicitamente ou em códigos, em ambos  os casos deve-se especificar a respectiva classe. 
(Fonte: Gava, Princípios de Tecnologia de Alimentos)

Na série "Um pouco sobre.. AA" vamos falar sobre as classes de aditivos e especificá-las mostrando suas aplicações e utilidades na indústria!!!

Fique por dentro: O que o Brasileiro está consumindo?!

Pesquisa Nacional Fiesp/IBOPE sobre o Perfil do Consumo de Alimentos no Brasil



O objetivo da pesquisa foi mostrar a quantas anda o consumo de alimentos dos brasileiros e o comportamento dos consumidores.
  • Quais fatores são levados em conta na hora de comprar um produto? 
  • O consumidor esta atento às informações da embalagem?? 
De acordo com os dados o consumidor esta mais atento as informações nutricionais e prefere consumir marcas conhecidas e de confiabilidade ao invés de pensar somente no preço!
Outro fato é o de que o brasileiro está consumindo mais os produtos denominados "supérfluos"  (iorgute, bolachas, bombons) do que  os básicos como o arroz. Os dados trazem ainda que alimentos congelados e semiprontos  estão em alta na atualidade pelo fator PRATICIDADE,  e que a marca dos produtos exerce  maior influencia nos produtos básicos, arroz, feijão, café...
O consumidor esta mais atento aos termos e conceitos da atualidade como: Selo de qualidade, Orgânicos, Enriquecidos, Sustentabilidade/Sustentável, Funcionais, Emissões de Carbono, Rastreabilidade, e muitos citaram que isso se deve a meios de comunicação como a televisão!
Os dados foram obtidos com base em vários fatores globais que estão presentes na atualidade, como o crescimento e envelhecimento da população no Brasil e no Mundo; aumento do poder de compra; redução do número de filhos por família; participação das mulheres no mercado de trabalho; maior acesso à informação, entre outros, o estudo avaliou  grupos de consumidores de acordo com as tendências similares às internacionais que são encontradas no Brasil :

•Sensorialidade e Prazer                    (23%)
•Conveniência e Praticidade               (34%)
•Qualidade e Confiabilidade               (23%)
•Sustentabilidade e Ética e
Saudabilidade e Bem-estar                 (21%)

Para ver a PESQUISA completa acesse o Link!

Alimentos e Saúde : PAS - Alimentos Seguros

A alimentação é a principal fonte de aquisição de energia para nós seres humanos e uma boa alimentação pode nos propiciar  boa saúde e bom funcionamento do corpo.
Para garantir que nós consumidores  tenhamos acesso à alimentos em bom estado de conservação e livre de contaminantes existem  órgãos, normas e legislações  que gerem e fiscalizam a fabricação dos alimentos  dentre os mais variados aspectos de produção, desde a aquisição da matéria-prima, passando pela produção até a comercialização.
Dentre os órgãos legisladores temos:

  • MAPA: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
  • SDA: SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA
  • DIPOA: DEPARTAMENTO DE INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL
  • DOI: DIVISÃO DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS
  • ANVISA: AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
  • MS: MINISTÉRIO DA SAÚDE
  • MT: MINISTÉRIO DO TRABALHO

O Programa Alimento Seguro (PAS), vem se desenvolvendo desde 1998,  quando se iniciou também o desenvolvimento de metodologias para implantação das Boas Práticas e do Sistema APPCC para o Setor Industrial. O principal  objetivo é reduzir os riscos dos alimentos a população, atuando no desenvolvimento de tecnologia, metodologia, conteúdos, formação e capacitação de técnicos para disseminar, implantar e certificar ferramentas de controle em segurança de alimentos, como as Boas Práticas  de Fabricação e o Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), nas empresas integrantes da cadeia dos alimentos, em todo o país.  Com isso, o PAS contribui para:

  • Aumentar a segurança e a qualidade dos alimentos produzidos pelas empresas brasileiras, ampliando a sua competitividade nos mercados nacional e internacional;
  • Reduzir as doenças causadas aos consumidores, pela contaminação na ingestão e manipulação dos alimentos.

O enfoque do sistema APPCC está na  prevenção do problema e não na inspeção final do produto, ou seja seu objetivo é garantir boas práticas na elaboração do produto para que se possa garantir (através de documentação técnica) que aquele processo  não apresente risco à saúde do consumidor. Também garante que o produto será fabricado sempre com a mesma qualidade, obedecendo toda a metodologia operacional especificada. Podemos então descrevê-lo como um conjunto de operações já que na indústria de alimentos utilizamos de vários procedimentos a cada qual corresponde a responsabilidade de gerir uma função para que se possa cumprir as devidas normas estabelecidas, como por exemplo as higiênico-sanitárias.
Os procedimentos geralmente usados (estabelecidos pelos órgãos citados):
  • BPF - Boas  Práticas de Fabricação:
Portaria nº 1428, de 26 de novembro de 1993 - MS
Portaria nº 326, de 30 de junho de 1997 - MS
Portaria nº 368, de 04 de setembro de 1997 - MAPA
Portaria nº 216, de 15 de setembro de 2004 - ANVISA
  • POP - Procedimento Operacional Padrão:
Resolução RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002 - ANVISA
  • PPHO - Procedimentos Padrão de  Higiene Operacionais:
Circular nº 272, de 22/12/1997 – DIPOA/DAS/MAPA
Resolução nº 10, de 22/05/2003 – DIPOA/MAPA
  • APPCC:
Portaria nº 40, de 20 de janeiro de 1997 - MAPA
Portaria nº 46, de 10 de fevereiro 1998 - MAPA

Há ainda algumas regulamentações  para complementar  POP's e PPHO, como o controle da potabilidade da água, descrito pelo Ministério da Saúde - Portaria nº 518, de 25 de março 2004 (tema para outro post, OK!)
Resumindo.. Perigos biológicos, químicos e físicos podem contaminar os alimentos durante sua fabricação, ferindo ou provocando doenças no consumidor bem como sérios prejuízos para a empresa. Fábricas que não mantêm padrão de qualidade perdem competitividade na venda de seus produtos. Daí a importância de se gerenciar e implantar programas que gerenciem a fabricação dos alimentos... Beneficio tanto para a empresa que não se arrisca ser pega pela inspeção, e ser multada ou interditada..  quanto para quem consume, que com certeza irá procurar empresas que respeitam a lei e prezam pela SEGURANÇA DOS ALIMENTOS!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

A tecnologia por trás dos Alimentos

O que é Engenharia de Alimentos?

É uma área de conhecimento específica capaz de englobar todos os elementos relacionados com a industrialização de alimentos, e que pode através do profissional com esta formação, potencializar o desenvolvimento deste ramo em todos os níveis; seja na formação de profissionais, no subsidio à elaboração de políticas, nos projetos de pesquisa, na atuação dentro das empresas do setor, como na colaboração à preservação da saúde pública (normatização técnica, orientação e fiscalização).
A Engenharia de Alimentos surgiu para impulsionar o desenvolvimento e a produção dos Alimentos, área que ainda não possuía um profissional  habilitado.
Com uma base mais estruturada, e estudos voltados para o crescimento e  melhoramento na qualidade dos alimentos esse ramo da indústria tem se abrangido e criado cada vez mais tecnologias, e inovações. Praticidade tem sido o "ponto forte"  dessa revolução na indústria alimentícia, cada vez mais se tem investido no processamento de alimentos rápidos, práticos e ao mesmo tempo que conservem as características e flavours do alimento in natura.
Nosso objetivo é estar atento às novidades, trazer o que há de novo sobre os assuntos da área,  esclarecer um pouco mais sobre a Engenharia de Alimentos e trocar experiências!